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As tristes histórias que os embustes contam.


Helena topou namorar o cara. No dia que passaram juntos ele disse a ela que estava certo do que queria e que queria tudo com ela.


Disse inclusive que já queria fazer uma cópia das chaves do seu apartamento para ela. Ela se sentia dividida entre se sentir feliz e segura, e a sensação de que havia algo de errado.


Na casa dele Helena se sentia um pouco sufocada, pois para onde quer que ela fosse ele estava olhando para ela.


Para ela isso não era tranquilo, pois ela era muito independente e adorava passar um tempo sozinha.


Analisando o comportamento daquele rapaz ela percebeu que isso não seria mais possível, pois ele queria fazer tudo junto e queria saber todos os seus passos: o que ela tinha comido, por que tinha demorado, perguntava se realmente não queria que ele a buscasse na faculdade…


No final do segundo dia ele contou a ela sobre o fim do seu casamento. Disse a Helena que tinha passado por um final bastante traumático, que havia inclusive apanhado da ex, que ela tinha tratado ele como empregado (segundo ele, ela tinha boas condições financeiras),que ele mesmo apanhando decidiu continuar tentando, pois para ele casamento era pra sempre.


Helena estranhou esse discurso, pois horas antes ele havia dito que não acreditava no casamento. Contou também que sua ex era louca (essa você já deve ter ouvido da boca de um embuste, né amiga?).


Sua espinha gelou, pois ela se lembrou do meu livro "Parece amor, mas é abuso" onde falo que o abusador sempre conta uma história muito triste. E não era só isso, Helena era muito observadora e percebeu que havia incoerências no que ele falava para ela.


Ela também se lembrou que ele a fez se sentir mal algumas vezes nos dois dias (que pareciam meses) que eles haviam convivido. Por exemplo, numa dessas ocasiões Helena, que estava muito orgulhosa por ter entrado numa universidade pública, ao comentar essa conquista com o boy ele falou que não era a universidade que fazia o aluno e que isso não significava grande coisa.


Outra coisa que aconteceu foi ele dizer a ela, meio que nas entrelinhas, que ela talvez tivesse algum problema por ter mais de trinta anos e não ter se casado ainda. Quando ele falou essas coisas ela não assimilou direito, mas com mais elementos e com tempo para respirar, ela foi juntando as peças. Quando voltou pra casa ela me mandou uma mensagem contando tudo.


A princípio ela estava confusa, o que é normal, eu então fui junto com ela montando o quebra cabeça dessa história. Até então nossa conversa tinha sido só um papo antes do encontro e um “oi” dela dizendo que tinha adorado ele.


Fomos elencando tudo, juntando as peças todas. Helena decidiu se encontrar com ele naquele dia e adiaria sua decisão para depois que voltasse de uma viagem de trabalho que ela faria naquela semana.


Como será que foi esse encontro? Será que o boy deu mais sinais?


Semana que vem vamos saber o desfecho dessa história. Aguarde!


Adriana Caeiro

Terapeuta de Relacionamento e Escritora.



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