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Príncipe ou embuste?


Como contei para você, vamos agora acompanhar o case da minha cliente desde o primeiro contato com o seu pretendente. Será que vai dar amor ou embuste? Vamos ver!

Vou chamar essa minha cliente pelo nome fictício de Helena.


Helena, como comentei, já havia passado por um processo de cura através da minha terapia, mas ao cogitar encarar uma nova relação, mesmo ela estando fortalecida, bateu para ela a dúvida: será que ela estava pronta?


Mesmo com medo Helena baixou o Tinder e começou a conversar com um boy que era inteligente, bonito e engraçado. Parecia o pacote completo.


Logo no começo das conversas o rapaz a deixou segura e bastante à vontade. Ele realmente parecia disposto e deixou claro que sua intenção era um relacionamento sério. Mas Helena sentiu uma fisgada de medo e decidiu entrar em contato comigo.


Ela então, me mandou uma mensagem perguntando como faria para saber se o comportamento do moço, que a estava tratando muito bem, seria love bombing ou apenas cuidado.

Essa dúvida dela é bastante comum para quem conhece um pouco sobre relacionamentos abusivos. O cara chega, te trata super bem e te dá uma mega atenção.


No caso desse rapaz eram muitos elogios para a Helena, ele ligava para ela várias vezes ao dia e estava interessado em saber tudo sobre ela. Você deve estar se perguntando: "mas será que isso é motivo para desconfiança?


Então um homem não pode tratar bem uma mulher?" Claro que pode! Mas também pode acontecer de toda essa atenção ser um sinal daquilo que chamamos de love bombing. O cara te dá mil provas de amor para te deixar envolvida e depois começa a te manipular de diversas formas.

A minha cliente desconfiou por conhecer essa técnica de manipulação, por isso o seu radar deu sinais e ela decidiu me perguntar o que eu achava.


Acontece que esse comportamento do boy com quem a Helena começou a conversar poderia ser como poderia não ser um sinal de abuso. Não dava para saber somente através desse contato.


O meu posicionamento como terapeuta foi de que Helena só poderia chegar a uma resposta caso ela decidisse experienciar esse encontro. Ela estava com medo, mas como eu a acompanhava há bastante tempo eu sabia que esse cara não poderia magoá-la caso fosse um embuste, pois ela estava fortalecida e ao menor sinal conseguiria sair numa boa, sem grandes traumas.

O papo era cada vez mais interessante e ela então decidiu se encontrar com o boy.


Helena estava feliz, ele realmente parecia ter sido feito sob medida para ela, mas será que era mesmo?


Tá curiosa, né, amiga? Semana que vem te conto!


Adriana Caeiro

Terapeuta de Relacionamento e Escritora



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