Cansada de resistir, deixei ele terminar.


Não é raro ouvir relatos do tipo: “Lembro de ter dito com todas as letras que não estava a fim, cheguei até usar força física para tentar detê-lo. Não adiantou. Cansada de resistir, deixei ele terminar. Chorei o resto da noite." "Eu só me reconheci como vítima de uma relação abusiva, depois de ler relatos parecidos com o meu. Aqueles estupros me geraram crises de pânico, quando se aproximava o horário dele chegar em casa, eu ficava apavorada com o que estava por vir.” Uma relação afetiva não é um cheque em branco para que o parceiro pratique todo e qualquer ato sexual com a companheira. Se não há consentimento, não existe outro nome que não seja estupro. O problema de se falar sobre estupro marital ainda reside no senso comum de que “as mulheres têm o dever de servir aos homens sexualmente”. A palavra estupro ainda é estigmatizada, principalmente, quando é tratada no âmbito das relações conjugais. É muito difícil para uma mulher admitir que foi violentada pelo “seu companheiro, pai dos seus filhos, que tem boa reputação social”. Essa realidade impacta diretamente no baixo número de denúncias. Estamos falando de uma violência que acontece dentro de casa, na ausência de testemunhas e que ainda é questionada socialmente. Isso é o bastante para que a maioria das vítimas seja desacreditada e silenciada em meio a um processo extremamente doloroso. Além de ter sua palavra colocada à prova, as vítimas se mantêm no relacionamento abusivo por uma série de questões e, a lista de motivos que dificultam a denúncia é longa: medo do agressor, preocupação com os filhos, dependência financeira, impunidade, vergonha, a crença de que será a última vez e, o desconhecimento de seus direitos. Além disso, a violência sexual vem acompanhada de abuso psicológico. Não é raro as vítimas serem diminuídas moral e intelectualmente pelos parceiros e, manipuladas de tal forma que, muitas chegam a acreditar que são culpadas pelo ocorrido. Esse é um alerta para que as mulheres não silenciem, denunciem e que os agressores sejam punidos, lembrando que a Lei Maria da Penha, abrange e descreve esse tipo de violência doméstica contra a mulher. Texto:@renatasims.oficial

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Adriana Caeiro

Terapeuta Integrativa






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