Eu sobrevivi, para VIVER este dia.


Eu sobrevivi para viver esse Dia!


Eu sobrevivi a 16 anos convivendo diariamente com:

Stalking Espelhamento Love Bombing Gaslighting - Manipulação Triangulação Tratamento de Silêncio Descarte Difamação Hoovering e tantos outros nomes que o Relacionamento Abusivo carrega.


Também sobrevivi a Violência Doméstica velada, aquela que a gente pensa que não é, porque não sangrou, não quebrou um dente, um braço, mas deixou alguns pequenos roxos e marcas na alma.


Sobrevivi para saber que todos esses nomes se caracterizam CRIME e é previsto na LEI MARIA DA PENHA e cada nome desse vai se enquadrando em:

Abuso Psicológico Abuso Moral Abuso Patrimonial e Financeiro Abuso Sexual Abuso Físico com Violência Doméstica


Eu sobrevivi 16 anos com todos esses nomes e não sabia, e HOJE eu tenho a possibilidade de FALAR de chegar a mais mulheres que estão ou também sobreviveram, e se a gente não der nome aos abusos eles se tornam invisíveis aos olhos da sociedade, você sofre sozinha e calada.


E posso te garantir que CALADA dói mais, por isso o Livro Parece Amor, mas é abuso foi a minha forma de DENUNCIAR de CLAMAR por um BASTA, já que meu caso como de milhares de mulheres é só uma estatísticas invisível porque não houve a formalização legal de tantos abusos e violências cometidos a mais uma mulher.


Eu sei, a luta é enorme e exaustiva, mas se a gente não FALAR, não DEBATER e entender que tudo isso tem nome e está dentro das nossas relações, isso não terá um FIM.


Eu sobrevivi para inspirar outras mulheres e afirmar, TEM VIDA FELIZ APÓS O ABUSO!


25 de novembro 2021 - Dia internacional da luta pelo fim da violência contra as mulheres.


Adriana Caeiro

Escritora e Psicoterapeuta.

@adrianacaeiro.oficial

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